sexta-feira, 8 de maio de 2026

Primeira mulher negra a assumir reitoria de Havard renuncia após fala sobre antissemitismo e acusações de plágio

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Da Redação

Primeira mulher negra a assumir a reitoria da prestigiosa Universidade Harvard, Claudine Gay renunciou ao cargo na terça-feira (2) ao cargo. A acadêmica estava sob pressão para deixar o posto, após reações negativas às suas declarações sobre antissemitismo em uma audiência no Congresso motivada pela guerra Israel-Hamas em dezembro. Essa situação se somou a acusações de plágio em sua carreira.

Em uma carta publicada no site da universidade, Gay diz que foi uma honra presidi-la, mas que, após conversas com colegas, “ficou claro que é do melhor interesse de Harvard que eu renuncie para que nossa comunidade possa navegar esse momento de desafios extraordinários com foco na instituição, em vez de no indivíduo”.

O mandato de Gay durou cerca de seis meses. Na carta, ela afirma que vai retornar ao corpo docente, retomando as atividades de ensino e pesquisa. Alan M. Garber assumirá como presidente interino até que um novo reitor seja escolhido.

Segundo a Folha de S. Paulo, durante testemunho perante um comitê da Câmara dos EUA sobre antissemitismo, Gay, junto com outras reitoras, se recusou a responder “sim” ou “não” à pergunta de uma congressista republicana sobre se pedir o genocídio de judeus violaria ou não códigos de conduta de ensino.

As reitoras alegaram que era preciso equilibrar uma proibição do tipo com as proteções à liberdade de expressão de seus alunos, docentes e demais funcionários. Essa resposta foi a brecha para que legisladores pedissem que as instituições as retirassem de seus cargos.

A pressão contra Gay cresceu em dezembro, quando Mary Elizabeth Magill, reitora da Universidade da Pensilvânia, renunciou ao cargo um dia antes de uma reunião do conselho de administração da instituição que deveria debater sua permanência ou não no posto.

03 de janeiro de 2024, 09:59

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