domingo, 10 de maio de 2026

Advogados de Caetano acusam juiz de parcialidade em processo contra Osklen

Foto: Reprodução

Da Redação

Os representantes do cantor Caetano Veloso acusaram o juiz Alexandre de Carvalho, da 1ª Vara Empresarial do TJ do Rio, de parcialidade no julgamento da ação movida por eles contra a marca Osklen. As informações são do colunista  Ancelmo Gois, do jornal ‘O Globo’.

Segundo a publicação, os advogados do artista alegam que a decisão que inocentou a Osklen no processo contra a empresa pelo suposto uso indevido do movimento Tropicalismo está “contaminada por convicções e opiniões pessoais, internas e subjetivas do julgador”.

Ainda de acordo com o colunista, na petição para o pedido de suspeição, o cantor e os advogados listam uma série de sites e páginas seguidas pelo magistrado, classificadas como de “extrema-direita”. Os advogados ainda citam que o juiz é seguidor de figuras como Olavo de Carvalho, Jair Bolsonaro e seus três filhos.

“O excepto (juiz) atuou verdadeiramente em favor de uma parte (os réus) ao invés de abrir a obrigatória fase probatória para esclarecimentos que, evidentemente, eram necessários a pedido do excipiente (autor), o que induz não apenas a nulidade da sentença, mas revela sua clara e evidente parcialidade”.

A ação movida por Caetano, que tinha um pedido de indenização de R$ 1,3 milhão, acusa a marca de obter vantagem indevida com a imagem do cantor na campanha de verão chamada “Brazilian Soul”, que teria feito referências ao músico e ao Tropicalismo.

O juiz decidiu que é “inviável” impedir que pessoas se inspirem no movimento artístico e reforçou que o próprio nome “Tropicália” não foi pensado por Caetano.

21 de agosto de 2024, 12:21

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