sábado, 9 de maio de 2026

Herdeiro de gigante do varejo, noivo de Marina Ruy Barbosa move ação na comarca de Simões Filho para interditar o pai

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Da Redação

Um dos herdeiros da rede de varejo Marabraz, Abdul Fares, de 40 anos, iniciou um processo judicial para interditar seu pai, Jamel Fares, 64, um dos fundadores da marca que possui 120 lojas de móveis espalhadas pelo Brasil. Segundo a Folha de S. Paulo, o caso corre em segredo de Justiça na comarca de Simões Filho, e veio à tona após uma investigação de rotina da assessoria jurídica do grupo.

De acordo com a Folha, Abdul, que noivo da atriz Marina Ruy Barbosa, busca a curatela do pai, alegando que Jamel sofre de problemas graves de saúde, como depressão profunda, dependência de medicamentos controlados e cardiopatia severa. Além disso, relatórios médicos também apontam um comportamento agressivo. Contudo, o patriarca nega as acusações e classifica a ação como um ataque pessoal motivado por interesses financeiros.

Representado pelo escritório Warde Advogados, Jamel contesta o processo na Bahia, alegando irregularidades na escolha do foro. Em uma petição de dezembro, o empresário acusa Abdul de falsidade ideológica e de tentar manipular a jurisdição ao declarar endereço falso no município baiano.

Mas a disputa envolve uma batalha judicial ainda maior, que traz a administração da holding familiar LP Administradora. A holding concentra um patrimônio bilionário. Jamel e seu irmão Nasser, atual administrador do grupo Marabraz, já haviam processado Abdul e outros herdeiros para recuperar ações transferidas aos descendentes como parte de um planejamento patrimonial realizado em 2011.

O processo contra Abdul ganhou notoriedade devido ao estilo de vida luxuoso do herdeiro, frequentemente associado à figura de “califa”. Segundo a defesa de Jamel, Abdul gastou R$ 22,5 milhões em despesas pessoais nos últimos dois anos, incluindo viagens de jatinho, compra de helicópteros e presentes caros para a noiva.

Abdul, descrito como “um dos mais dissolutos da família”, enfrenta agora uma queixa-crime no 2° Distrito Policial de Barueri (SP). A defesa de Jamel alega que ele utilizou documentos falsos e meios fraudulentos para avançar com a ação de interdição.

Caso seja comprovado que Abdul cometeu falsidade ideológica, ele poderá enfrentar uma pena de até cinco anos de reclusão, além de multa. O Ministério Público solicitou a suspensão do pedido de curatela até que as dúvidas sobre o domicílio em Simões Filho sejam esclarecidas.

 

11 de dezembro de 2024, 08:30

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