quinta-feira, 25 de junho de 2026

Casa Civil desacelera até projetos anunciados por Lula enquanto tenta blindar presidente

Foto: Divulgação

Da Redação

O Ministério da Casa Civil freou o andamento de projetos que, ao longo do ano, foram anunciados como prioritários pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o jornal O Globo, nos bastidores, ministros têm demonstrado insatisfação com a gestão de Rui Costa à frente da pasta. Em contrapartida, aliados do ministro defendem que todas as decisões são tomadas em alinhamento com o presidente.

Um exemplo foi o anúncio feito por Lula da a criação da Autoridade Climática, uma proposta da ministra Marina Silva (Meio Ambiente), no auge da crise causada pelas queimadas, em setembro.

A responsabilidade pelo projeto foi direcionada a Rui Costa, que, em entrevista ao jornal O Globo, destacou os desafios para definir o modelo a ser implementado, argumentando que a simples criação da estrutura não solucionaria o problema.

Menos de um mês depois, o projeto perdeu força, também devido à falta de tempo para apresentá-lo e votá-lo no Congresso em 2024, diante das prioridades da pauta econômica.

Uma das principais controvérsias é sobre a subordinação da Autoridade Climática, uma vez que a Casa Civil resiste à ideia de vinculá-la ao Ministério do Meio Ambiente. A equipe de Marina Silva, por sua vez, rejeita que o órgão fique sob a alçada da Casa Civil ou da Presidência da República. Assim, o tema foi postergado e só deve voltar à pauta em 2025.

No caso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, o presidente Lula trouxe o assunto à tona em entrevistas em junho e julho. Entretanto, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, aguardou por semanas um espaço na agenda presidencial para apresentar o texto.

O tema é sensível para Lula e o PT, já que o partido frequentemente enfrenta críticas por uma suposta falta de protagonismo no combate à violência.

Como a gestão das polícias é uma atribuição dos estados, parte da equipe de Lula acredita que abordar o tema implicaria assumir responsabilidades que pertencem aos governadores.

Contudo, há também o entendimento de que a direita tem explorado a área e que o governo federal precisa deixar sua marca em um dos problemas que mais preocupam os brasileiros.

30 de dezembro de 2024, 10:30

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