quinta-feira, 30 de abril de 2026

Ficção científica baiana, “Jamex e o fim do medo” estreia na quinta-feira (03/04) no Panorama Internacional Coisa de Cinema

Foto: Natalia Matos/Divulgação

Da Redação

A nova produção da Gelo na Chapa Filmes, “Jamex e o fim do medo”, estreia para o público na próxima quinta-feira (03/04), no Panorama Internacional Coisa de Cinema. A ficção científica será exibida às 19h40, no Cine Glauber Rocha. O filme terá sessões também no sábado, às 18h, no Sala Walter da Silveira, e no domingo, às 16h30, no Cine Theatro Cachoeirano, em Cachoeira

“Jamex e o fim do medo” é uma distopia de quintal que inventa uma cidade chamada Salvadolores, levemente inspirada na capital baiana pós-algum-apocalipse. É um documentário fabulado que a partir da vida real do artista visual Jamex – que é pintor desde 2020 – aventura por um dia fictício na vida do personagem.

O ano do filme é incerto, o que se sabe é que a cidade de Salvadolores resiste em meios aos destroços depois de um acidente radioativo que contaminou boa parte da área urbana e modificou social e culturalmente a cidade. A radiação está no ar atmosférico, e se dá, sobretudo, a partir dos olhos. Por isso, o uso de óculos e colírios é importante na prevenção de contaminação.

Entre ruínas Jamex faz o seu corre : atravessar a cidade para entregar seu quadro a um misterioso galerista. A deambulação do personagem por Salvadolores faz surgir da cidade personagens inusitados que reinventam o passo de Jamex. Figuras que encarnam as ruas labirínticas com estranheza e espanto, diante do olhar do artista que insiste no perambular, seguindo mesmo em uma cidade sitiada por zonas contaminadas e proibidas. A geografia fílmica faz dos cenários reais da cidade parte de sua força, o cinema encontra a rua, mas a rua em seu caos criativo também interfere no cinema. Se há tantos atrás Humberto Mauro declarou que “cinema é cachoeira”, diante de um filme como “Jamex e o Fim do Medo” podemos dizer, “cinema também é viela”.

O filme é resultado de um roteiro inventivo, que já passou pelo PANLAB (Laboratórios do Panorama) entre outros consultores, que incentivaram a potencializar no filme uma atmosfera não realista. “Estar numa cidade como Salvador é pertencer a um emaranhado de acasos, ritmos e mudanças de planos. O filme tenta ecoar essa cidade de um modo ainda mais exagerado e estranho. Sempre falhando, claro”, ressalta o diretor e roteirista do filme, Ramon Coutinho, da produtora Gelo na Chapa Filmes.

01 de abril de 2025, 12:30

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