domingo, 26 de abril de 2026

Agência responsável por trilha de Juliana Marins estava proibida de operar em parque na Indonésia

Foto: Reprodução

Da Redação

A agência de turismo que organizou a trilha realizada pela publicitária brasileira Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta no Monte Rinjani, na Indonésia, estava proibida de operar no Parque Nacional onde a expedição foi realizada. A informação foi revelada pelo portal UOL, com base em dados do aplicativo oficial do parque.

Segundo a publicação, a empresa Bas Rinjani constava em uma “lista de bloqueados” e não possuía autorização para atuar na área. Um organizador de turismo local, que preferiu não se identificar, confirmou ao UOL que a agência está impedida de operar no parque.

“Como é possível que uma agência banida ainda consiga levar pessoas ao local? Se nada for feito, um incidente como esse pode se repetir. E, na próxima vez, as vítimas podem ser nossos amigos ou familiares”, criticou o operador, que demonstrou preocupação com a falta de fiscalização.

Juliana contratou o pacote de trekking por meio da empresa intermediária Ryant Tour. Em nota enviada ao UOL, a empresa alegou que apenas comercializa os pacotes de escalada, sendo toda a operação logística – como fornecimento de equipamentos, contratação de guias certificados e obtenção de licenças – responsabilidade das agências locais, como a Bas Rinjani.

O organizador ouvido pelo UOL ressaltou que a Bas Rinjani deveria ser responsável por toda a estrutura da expedição e questionou a legalidade da operação. “Não entendemos como essa agência continua operando, já que sua licença supostamente estava suspensa. É uma situação confusa, e esperamos que as autoridades expliquem com transparência”, afirmou.

A morte de Juliana Marins causou comoção no Brasil e gerou críticas à condução do caso pelas autoridades indonésias. O episódio também provocou intensa repercussão nas redes sociais, com manifestações tanto de brasileiros quanto de usuários indonésios.

28 de junho de 2025, 14:15

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