sexta-feira, 15 de maio de 2026

João Roma critica prisão domiciliar de Bolsonaro e fala em “tirania” de Alexandre de Moraes

Foto: Divulgação

Da redação

O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, classificou como “persecutória” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (4). A medida, segundo Roma, representa “uma grave violação à liberdade e ao estado democrático de direito”.

A decisão do STF foi motivada por supostos descumprimentos de medidas cautelares impostas a Bolsonaro no âmbito da investigação que apura sua tentativa de subverter o resultado das eleições de 2022. Segundo Moraes, o ex-presidente teria feito uso indireto de redes sociais, por meio de aliados e familiares, para continuar incentivando ataques ao Judiciário e à ordem institucional, o que violaria as restrições anteriores.

João Roma, no entanto, defende que não houve qualquer violação por parte de Bolsonaro. “Não houve descumprimento de nada do que estava previsto na decisão anterior do ministro Alexandre de Moraes. O que se evidencia mais uma vez é que Bolsonaro não está enfrentando um processo jurídico-legal, mas um processo de vingança”, afirmou o ex-ministro.

A decisão de Moraes impõe uma série de restrições ao ex-presidente, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, apreensão de aparelhos eletrônicos, proibição de contato com aliados políticos e o confinamento integral nos fins de semana. Bolsonaro também está proibido de utilizar redes sociais diretamente ou por meio de terceiros.

Para Roma, tais medidas refletem uma escalada autoritária por parte do Supremo. “É uma sanha autoritária de um magistrado que substituiu a justiça pela tirania”, declarou. Ele ainda alertou para o que chamou de tentativa de silenciar qualquer crítica ao Judiciário, especialmente contra o ministro Moraes.

04 de agosto de 2025, 20:30

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