quinta-feira, 14 de maio de 2026

Coronel diz que nunca foi chamado por Jerônimo para discutir chapa de 2026 e revela proximidade com ACM Neto

Foto: Divulgação

Da Redação

O senador Angelo Coronel (PSD) afirmou que nunca foi convidado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) para tratar da composição da chapa majoritária das eleições de 2026. Segundo ele, desde o início da gestão do petista não houve qualquer diálogo sobre política estadual entre ambos.

“Eu seria mentiroso se dissesse que tive alguma conversa com Jerônimo nesse um ano e meio sobre política estadual. Zero. Nunca fui convidado para tratar do assunto chapa majoritária. Como ele tem tratado com os partidos, Otto Alencar tem a procuração de Angelo Coronel, da família Coronel, para nos representar nesse pequeno quinhão que nós temos dentro do partido”, disse em entrevista à Rádio Baiana FM.

Coronel frisou que cabe ao governador conduzir as articulações e disse estar à disposição. “Como ele é o condutor do barco, acho que tem que partir dele. Já que ele está no interior atrás de prefeitos, estou à disposição também para ser convocado. Eu não sou prefeito, mas estou com o cargo de senador”, afirmou.

Apesar de negar dificuldades de diálogo, Coronel reconheceu o distanciamento político com Jerônimo e revelou que conversa mais com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), do que com o governador. “Neto me liga, me procura, vai na minha casa. Tenta que a gente venha fazer algum acordo, mas sempre respeitando o espaço dele e o meu espaço”, declarou.

O senador reforçou que o interlocutor de seu grupo com o governo é o colega de partido, Otto Alencar. “Otto é quem tem a procuração minha, da família Coronel e do nosso grupo, para nos representar. Mas pessoalmente, entre mim e Jerônimo, esse diálogo ainda não aconteceu”, disse.

Sucessão presidencial

Coronel também comentou sobre a corrida presidencial de 2026 e afirmou não ver nomes competitivos até o momento para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele destacou que votou em Fernando Haddad (PT) em 2018, mas não repetiria o apoio.

“Haddad tenta desestabilizar Rui Costa, planta notícia para depreciar o ministro. Isso é um absurdo. Na Bahia, tenho certeza que, se ele for o candidato, a campanha contra será pesada, e não tenho problema de capitanear essa campanha”, disse.

16 de agosto de 2025, 09:02

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