Eduardo Bolsonaro atribui assalto à casa da mãe e avós a Alexandre de Moraes e à Polícia Federal
Da Redação
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos, responsabilizou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a Polícia Federal (PF) pelo assalto à casa de sua mãe e de seus avós, em Resende, no interior do Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais neste domingo (24), o parlamentar afirmou que o episódio seria consequência de “vazamentos seletivos e perseguições” conduzidos por Moraes.
“E tudo isso acontece depois dos vazamentos seletivos e perseguições de Moraes, que expõem nossos familiares como alvos simples”, disse Eduardo, em referência ao relatório da PF divulgado na última semana, que detalhou movimentações financeiras do ex-presidente Jair Bolsonaro nos últimos anos.
Mais cedo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo, já havia relatado que a mãe e os avós foram feitos reféns por cerca de uma hora durante a invasão. Segundo ele, os assaltantes teriam afirmado que buscavam dinheiro supostamente enviado pelo ex-presidente à família.
Em sua manifestação, Eduardo Bolsonaro também acusou autoridades de estarem por trás do crime. “Essa irresponsabilidade, no mínimo, se não medida feita de cabeça pensada, é para tentar nos assassinar, para nos fazer pirar e para parar as denúncias de violações de direitos humanos que a gente faz aqui nos Estados Unidos”, declarou. Ele ainda citou diretamente ministros do STF, incluindo Moraes, Flávio Dino, Carmen Lúcia e Cristiano Zanin.
O deputado questionou como poderá garantir a segurança dos familiares diante do bloqueio de suas contas bancárias e encerrou o vídeo dizendo esperar que a Polícia Civil e a Polícia Militar do Rio de Janeiro consigam prender os assaltantes.
A Polícia Civil informou que peritos estiveram na residência das vítimas e que equipes trabalham na análise de câmeras de segurança da região. A investigação está a cargo da 89ª DP (Resende), que conduz diligências para identificar e responsabilizar os criminosos.








