terça-feira, 23 de junho de 2026

Eleitores ‘nem-nem’ ampliam rejeição a Bolsonaro e melhoram avaliação de Lula, aponta pesquisa Quaest

Foto: Reprodução

Da Redação

Cruciais para a eleição presidencial de 2026, os eleitores chamados de “nem-nem” — que não se identificam nem com Lula nem com Bolsonaro, tampouco com posições fixas de esquerda ou direita — passaram a impor resultados negativos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (26).

O levantamento mostra que fatores recentes, como a articulação pelo tarifaço dos Estados Unidos e a prisão domiciliar de Bolsonaro determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, reforçaram a percepção negativa do ex-presidente entre esse grupo, ainda que a maioria continue desaprovando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Medo da volta de Bolsonaro cresce

Quando questionados sobre o que consideram pior: a continuidade de Lula no poder ou a volta de Bolsonaro, os nem-nem ampliaram o temor em relação ao ex-presidente. Hoje, 47% dos brasileiros dizem ter mais medo da volta de Bolsonaro, contra 39% que rejeitam a permanência de Lula.

Entre os nem-nem, a diferença é ainda maior: 46% preferem evitar Bolsonaro, contra apenas 25% que temem Lula. A distância de 21 pontos representa o triplo da registrada no mês anterior.

Comparação entre governos

A rejeição a Bolsonaro também se reflete na comparação entre os dois governos. Em agosto, Lula conseguiu virar o jogo nesse estrato: caiu de 37% para 27% a fatia dos nem-nem que consideram a gestão petista pior que a anterior. Já os que avaliam o atual governo como melhor subiram de 33% para 37%. Outros 32% avaliam ambos como iguais.

Prisão domiciliar e investigações

A prisão domiciliar de Bolsonaro é vista como justa por 60% dos nem-nem, contra 29% que a consideram indevida. No cenário geral, essa proporção é menor: 55% a 39%.

Além disso, a percepção de que o ex-presidente esteve envolvido na tentativa de golpe após as eleições de 2022 cresceu: passou de 45% em dezembro do ano passado para 52% em março e chegou a 58% em agosto. No total da amostra, 52% atribuem envolvimento a Bolsonaro, contra 36% que negam.

Aprovação de Lula melhora

Impulsionado pela percepção de melhora na economia e pela postura do presidente diante do tarifaço imposto pelos EUA, Lula também avançou entre os nem-nem. Sua aprovação subiu quatro pontos e chegou a 42%, contra 53% de desaprovação — a menor diferença do ano.

No quadro geral, o governo tem hoje 46% de aprovação e 51% de desaprovação, o melhor resultado desde janeiro, segundo a Quaest.

27 de agosto de 2025, 11:30

Compartilhe: