Academias ultrapassam farmácias e dominam cenário urbano em Salvador
Da Redação
Dados da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) apontam que, em setembro, Salvador registrou 1.671 espaços voltados a atividades de condicionamento físico, superando as 1.597 farmácias tradicionais.
O setor fitness está em plena expansão e, segundo especialistas, ainda há margem para novos negócios. A última edição da Fitness Brasil, maior feira do setor no país, foi 40% maior em relação a anos anteriores.
De acordo com reportagem do Correio, a tendência também se reflete no interesse popular: as buscas no Google por “academia em Salvador” cresceram 190% nos últimos cinco anos.
Em entrevista ao Correio, Rafael Coelho, diretor regional da Associação Brasileira de Academias (Acad) na Bahia e proprietário da rede Go Cross, analisou que a pandemia impulsionou uma nova consciência sobre a importância da atividade física.
“O que a gente vê é que houve uma conscientização pós-covid. As pessoas estão indo mais para a academia, influenciadas também pelas redes sociais, que reforçam a ideia de que não basta viver mais, mas sim viver melhor”, afirma.
Também em entrevista ao Correio, a analista técnica do Sebrae, Adriana Pereira, reforçou que o bem-estar físico e mental tem estimulado novos hábitos. “Médicos de todas as áreas recomendam a atividade física como essencial. Em Salvador, isso se soma à cultura de praia e espaços abertos, o que estimula as pessoas a cuidarem do corpo e da saúde”.
Outra novidade é a presença dos agregadores, como Wellhub (antigo Gympass) e TotalPass, que permitem acesso a diferentes academias por meio de uma única assinatura. Só em Salvador, a Wellhub já soma mais de 540 mil check-ins mensais, impulsionando a receita de seus parceiros.
Mesmo com a alta concorrência, especialistas acreditam que ainda há espaço para crescimento, seja com academias voltadas para nichos como idosos ou em áreas menos exploradas da cidade.
“O protagonismo do setor fitness em Salvador mostra uma virada de mentalidade: a saúde deixou de ser apenas remédio e passou a ser movimento”, resume Rafael Coelho, da Acad.








