Delegação brasileira deixa plenário da ONU durante discurso de Netanyahu
Da Redação
A delegação diplomática do Brasil se retirou do plenário da Assembleia-Geral da ONU nesta sexta-feira (26), durante a fala do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O gesto foi acompanhado por vaias ao líder israelense e por protestos de outras representações estrangeiras.
Os diplomatas brasileiros entraram no local usando o keffiyeh, lenço tradicional palestino, mas deixaram a sessão assim que Netanyahu subiu à tribuna. A mesma atitude foi adotada por países como Coreia do Sul, Líbano, Austrália, Venezuela, Sri Lanka, Tunísia e Senegal. Delegações de países que têm relação direta com os ataques israelenses, entre eles Turquia, Arábia Saudita, Irã e Qatar, também boicotaram o discurso.
Segundo o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, a retirada simbolizou um recado ao governo de Israel. “Sempre lembrando que isso não tem relação com o povo judeu, que tanto admiramos”, disse. “E nem com o Estado de Israel, cuja existência não discutimos. Isso tem uma relação com o respeito à população palestina”, completou.
Durante sua fala, Netanyahu criticou a possibilidade de reconhecimento do Estado palestino — bandeira defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na abertura da Assembleia. O Brasil reconhece oficialmente a Palestina desde 2010.
Os protestos contra o premiê israelense não se restringiram ao interior da ONU. Do lado de fora, manifestantes pró-Palestina ocuparam ruas de Nova York em atos simultâneos ao discurso.








