quinta-feira, 25 de junho de 2026

Fachin assume STF defendendo autocontenção e busca reduzir tensões políticas

Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

Da Redação

Edson Fachin toma posse nesta segunda-feira (29) como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) prometendo priorizar a “autocontenção” e tentar reduzir o clima de tensão política em torno da corte. “Ao direito o que é do direito, à política o que é da política”, disse o ministro, repetindo frase que tem usado com frequência.

Discreto e avesso a holofotes, Fachin recusou festa bancada por entidades jurídicas e optou por servir apenas água e café na solenidade. Seu estilo remete ao da ex-presidente Rosa Weber, que também manteve perfil reservado à frente do tribunal.

Nos últimos meses, o ministro tem reiterado que o Supremo deve se manter fiel à defesa da legalidade, mas sem ocupar o espaço da política. Em discurso na Fundação Fernando Henrique Cardoso, em agosto, ele afirmou: “Cabe à política lidar com valores e ideologias em disputa; o direito deve resistir à tentação de preferir uma delas”.

No plano interno, Fachin pretende estimular maior diálogo entre os 11 ministros, com encontros regulares para buscar consensos, e dar mais previsibilidade à pauta de julgamentos, retomando práticas abandonadas nos últimos anos.

Gaúcho de Rondinha (RS), Fachin foi indicado ao STF por Dilma Rousseff em 2015 e, desde então, consolidou imagem de perfil institucional. Apesar de ataques vindos da ala bolsonarista, defende que o tribunal não substitua a arena política, sob risco de desgastar sua legitimidade.

28 de setembro de 2025, 10:00

Compartilhe: