sexta-feira, 1 de maio de 2026

“Novo apagão expõe fragilidade do sistema elétrico, que vê em Marina Silva o seu maior atraso”, diz Aleluia

Foto: Divulgaçãi

Da Redação

O ex-deputado federal e presidente do partido Novo na Bahia, José Carlos Aleluia, criticou duramente o governo Lula (PT) após o apagão nacional que deixou todo o Brasil sem energia na madrugada da última terça-feira (14). Engenheiro eletricista, ex-diretor da Coelba e ex-presidente da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), ele afirmou que o episódio “mostra o quanto o sistema elétrico brasileiro está operando no limite” e denunciou o “abandono das políticas estruturantes de geração e reservatórios hídricos”.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o blecaute foi causado por um incêndio em uma subestação no Paraná, o que provocou o desligamento temporário de linhas de transmissão entre o Sul e o Sudeste. Para Aleluia, no entanto, o episódio revela um problema muito mais profundo: “O sistema tem energia, mas não tem potência. Há momentos em que sobra energia e falta capacidade de geração controlada. Produz-se muito com fontes intermitentes, como sol e vento, que não entregam quando o país precisa”, criticou.

O ex-parlamentar, que é pré-candidato a governador da Bahia, afirmou que o modelo atual prioriza as fontes alternativas sem o devido investimento em tecnologia de estabilidade de rede. “O mundo está se eletrificando, e o Brasil não se preparou. Fontes alternativas são bem-vindas, mas exigem sistemas operativos que ainda não desenvolvemos. Sol e vento ninguém controla. Já a hidráulica é diferente, pois basta abrir a válvula. O problema é que o PT destruiu o setor, fazendo usinas sem reservatório desde o governo Dilma”, pontuou.

Aleluia foi ainda mais duro ao falar sobre a atuação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a quem atribuiu grande parte da paralisia do setor energético. “O novo apagão expõe fragilidade do sistema elétrico, que vê em Marina Silva o seu maior atraso. Marina é o maior atraso do setor. Além de despreparada, é mal-intencionada. Não defende os interesses nacionais, mas de ONGs internacionais. Por causa dela, o Brasil não consegue explorar seu potencial de petróleo, gás e hidroeletricidade”, pontuou.

Para o ex-deputado, o apagão foi “localizado, mas com repercussão exagerada justamente por causa da fragilidade do sistema”. Ele alertou que o Brasil está perdendo competitividade enquanto países como a China “avançam com investimentos em ritmo acelerado”. “Se o governo já é ruim, com uma praga como Marina dentro, a área de energia vira um caos completo”, resumiu.

Aleluia destacou que o Congresso discute alternativas para fortalecer o setor, mas cobrou planejamento técnico e menos ideologia. “O Brasil precisa de um modelo que una segurança, previsibilidade e eficiência. Energia não é pauta ideológica, é base de desenvolvimento”, concluiu.

16 de outubro de 2025, 13:14

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