Metha S.A.: Pedido de vista adia decisão sobre recuperação judicial
Da redação
A presidente da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Marielza Brandão, pediu vista do julgamento do agravo de instrumento que definirá a recuperação judicial do Grupo Metha S.A., antiga OAS. A decisão, tomada na última terça-feira (21), trouxe esperança a cerca de 1.700 trabalhadores da construção civil que aguardam o recebimento de créditos trabalhistas. Durante a sessão, o advogado Flávio Cumming, representante do Sintepav/BA, destacou a ausência de manifestação judicial sobre a petição do sindicato e reforçou a urgência na resolução do caso, que envolve créditos de natureza alimentar.
O julgamento foi suspenso após o pedido de vista, e deve ser retomado no dia 11 de novembro. A defesa dos trabalhadores busca manter o processo na Justiça baiana, diante da tentativa de credores de transferi-lo para São Paulo. Segundo Cumming, a tramitação em Salvador é mais benéfica, pois garante maior celeridade e segurança aos empregados que aguardam os pagamentos. O impasse sobre a competência territorial tem provocado a suspensão dos repasses, gerando apreensão entre as famílias envolvidas.
A recuperação judicial da Metha S.A. é vista como fundamental para reestruturar a empresa, garantir o pagamento dos créditos trabalhistas e reaquecer o setor da construção civil. O plano, aprovado em abril, prevê a quitação integral de até 70% dos valores devidos em até 12 meses. O novo prazo aberto pelo pedido de vista é interpretado como uma oportunidade para que o tribunal reavalie o processo sob um olhar social, assegurando prioridade aos trabalhadores que contribuíram diretamente com a empresa. Com informações do jornais A Tarde.








