Rapidinhas: O grupinho de Câmara de Salvador, o arqueiro perdoado, o lutador do oeste e o “migué” do conselheiro
Da Redação
Clima azedou
Após a aprovação, há duas semanas, de projetos do prefeito Bruno Reis (União) tratando do sombreamento das praias e de mudanças Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo (Louos), um grupo de vereadores se uniu e formou uma espécie de comissão para acompanhar mais de perto proposições de maior impacto. O movimento desagradou o presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), acusado pelos colegas de discutir as propostas sozinho com o Palácio Thomé de Souza.
Divisão interna
Entre os descontentes estão vereadores próximos a Carlos Muniz, como Maurício Trindade (PP), Sidninho (PP), Rodrigo Amaral (PSDB), Daniel Alves (PSDB) e Alexandre Aleluia (PL). Já novatos como Jorge Araújo (PP) e Sandro Filho (PP), além de outros mais experientes, como Cézar Leite (PL) e George Gordinho da Favela (PP), reclamam de ficarem de fora das articulações sobre os projetos.
Rótulo de “fujão”
Apoiadores de Alexandre Aleluia ficaram desapontados com o relatório do vereador pelo arquivamento do requerimento por quebra de quebra de decoro contra Hamilton Assis (PSOL), acusado de ser um dos líderes da quebradeira no Centro Cultural da Câmara de Salvador durante a última greve dos servidores. O único a defender algum tipo de punição (uma advertência) foi o vereador Cláudio Tinoco (União). Aleluia acabou rotulado de “fujão” por eleitores mais conservadores.
Jogo combinado
Hamilton Assis já sabia do arquivamento antes mesmo da votação no Conselho de Ética, no último dia 22. Foi à reunião sem advogado, mas, ao acompanhar a leitura do opinativo de Tinoco, mandou chamar o defensor, que chegou esbaforido, pedindo que o texto não fosse considerado, achando até que era pela cassação. O clima no colegiado foi de constrangimento. O edil do União Brasil foi o único a não votar para que tudo terminasse em pizza, se abstento
Arqueiro perdoado
Geddel Vieira Lima (MDB) resolveu fazer um “mea culpa futebolístico” nas redes. Depois de criticar o goleiro Ronaldo, do Esporte Clube Bahia, em diversas ocasiões, o ex-ministro voltou atrás após a atuação impecável do arqueiro contra o Bragantino, no domingo (2). No Instagram, Geddel comparou o tricolor ao lendário Gordon Banks, que em 1970 defendeu uma cabeçada à queima-roupa de Pelé. Alguns seguidores quiseram saber se o emedebista pretende estender as retratações também à seara política.
Antídoto lançado
Após a filiação do prefeito de Santa Maria da Vitória, Tonho de Zé de Agdônio, ao MDB, o deputado estadual Manuel Rocha (União) começou a trabalhar em ritmo dobrado para ampliar a projeção política de Bete de Zé de Agdônio, irmã do gestor e pré-candidata a deputada estadual. Com a movimentação, o parlamentar visa manter o apoio do novo emedebista, até pouco tempo quadro do União Brasil, à própria corrida para a Câmara Federal em 2026.
Relação pessoal
Além do esforço para impulsionar a candidatura de Bete de Zé de Agdônio, Manuel Rocha aposta na boa relação pessoal com Jayme Vieira Lima, presidente estadual do MDB, para evitar que o emedebista, também pré-candidato a deputado federal, tente “seduzir” o prefeito Tonho de Zé de Agdônio. O deputado já foi cliente de Jayme nos tempos em que o dirigente advogava.
Iluminação divina
Ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Nelson Pelegrino foi questionado no sábado (01) por um grupo de jornalistas, ao tomar café em uma famosa delicatessen de Salvador, sobre quando o governador Jerônimo Rodrigues (PT) vai preencher a vaga do colega aposentado Mário Negromonte na Corte. “Quem sabe? O governador deve estar esperando uma iluminação divina”, respondeu, dando o tradicional “migué”, como se diz na gíria popular.











