Robinho tem pena reduzida após realizar cursos e leituras na prisão de Tremembé
Da Redação
O ex-jogador Robinho teve sua pena reduzida em 69 dias pela Justiça de São Paulo após participar de atividades educacionais e de leitura enquanto cumpre prisão na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado (Tremembé II), no Vale do Paraíba. O ex-atleta cumpre nove anos de reclusão por violência sexual em grupo, crime cometido em 2013, em Milão (Itália).
A decisão, publicada no Diário de Justiça em 28 de outubro, levou em conta o desempenho de Robinho entre abril de 2024 e janeiro de 2025. Nesse período, ele fez 11 cursos, somando 132 horas, concluiu 464 horas de aulas do ensino médio e leu cinco livros, segundo o colunista Rogério Gentile.
A redução de pena está amparada pelo artigo 126 da Lei de Execução Penal e pela Resolução nº 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que preveem o abatimento de dias de prisão por estudo e leitura.
“Faço tudo igual aos outros reeducandos”
Em vídeo divulgado pelo Conselho da Comunidade de Taubaté, Robinho afirmou que não recebe tratamento diferenciado dentro da unidade prisional.
“Minha alimentação, o horário que eu durmo. É tudo igual a todos os outros reeducandos. Nunca comi nenhuma comida diferente, nunca tive nenhum tratamento diferente”, declarou.
“Faço tudo aquilo que os outros reeducandos também têm possibilidade de fazer, que é a oportunidade do trabalho, da leitura de um livro e, de vez em quando, quando queremos jogar um futebol, é liberado quando não tem trabalho no dia de domingo.”
Condenação
Ex-jogador do Santos, Real Madrid, Milan e da Seleção Brasileira, Robinho foi condenado definitivamente pela Justiça italiana em 2022, por participar do estupro coletivo de uma mulher albanesa embriagada. As interceptações telefônicas feitas com autorização judicial foram fundamentais para a condenação.
Em março de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou a sentença italiana, permitindo que o ex-atleta cumprisse pena no Brasil — decisão posteriormente confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante o processo, Robinho sempre negou o estupro. Em entrevista à Record TV, disse que a relação foi consensual:
“Fizemos sexo oral e trocamos beijos. Estávamos ali com o consentimento dela. Ela estava consciente, em nenhum momento gritou ou pediu para parar. Quando vi que ela queria continuar com outros rapazes, eu fui embora para casa.”








