sexta-feira, 1 de maio de 2026

Ireuda Silva destaca o Dia Nacional de Combate ao Racismo e alerta para dados alarmantes sobre desigualdades

Foto: Divulgação

Da Redação

No Dia Nacional de Combate ao Racismo, celebrado em 18 de novembro, a vereadora Ireuda Silva (Republicanos), vice-presidente da Comissão de Reparação e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, reforçou a importância de enfrentar, com firmeza e urgência, as desigualdades raciais que ainda marcam a sociedade brasileira. Para a parlamentar, a data é um chamado à ação — especialmente em cidades como Salvador, onde a população negra representa a maioria, mas ainda enfrenta barreiras estruturais em áreas como educação, renda, saúde e acesso a oportunidades.

Ireuda destacou que o racismo não se manifesta apenas em agressões explícitas, mas também em desigualdades históricas que se refletem em todos os indicadores sociais. Segundo dados do IBGE, pessoas negras correspondem a mais de 56% da população brasileira, mas são maioria entre os desempregados, representam cerca de 72% das vítimas de homicídio e recebem, em média, 40% menos que pessoas brancas. “Esses números não são apenas estatísticas; são vidas. São histórias interrompidas pela falta de acesso, pelo preconceito e pela negligência do Estado”, afirmou.

Na área da saúde, Ireuda lembrou que mulheres negras enfrentam um risco muito maior de morrer durante a gestação e o parto. De acordo com a Revista de Saúde Pública, negras têm o dobro da probabilidade de morrer por causas maternas em comparação com mulheres brancas. “Isso escancara como o racismo estrutural também opera nos serviços de saúde, negando a essas mulheres um atendimento digno e de qualidade”, ressaltou.

A vereadora também mencionou conquistas recentes e iniciativas legislativas que fortalecem o combate ao racismo, como a criação do Dia Municipal de Combate ao Racismo nos Esportes, proposto por ela, e a luta pela regulamentação da profissão de trancista, que valoriza e reconhece uma atividade tradicionalmente exercida por mulheres negras. Para Ireuda, políticas públicas eficazes devem considerar o recorte racial de forma clara. “É nosso dever, enquanto gestores e legisladores, romper com essa lógica desigual. Para isso, é fundamental investir em educação, emprego, proteção social e no fortalecimento das redes de apoio às vítimas de racismo.”

18 de novembro de 2025, 20:30

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