Bahia tem a 4ª maior fila do INSS no país, com quase 194 mil processos parados
Da redação
A Bahia registra 193.761 processos pendentes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ocupando a quarta posição entre os estados com maior número de requerimentos aguardando análise. O volume crescente de pedidos acumulados tem afetado a vida de milhares de baianos e voltou a subir nos últimos meses, segundo dados mais recentes do órgão.
Entre junho e agosto, o total de pessoas na fila aumentou novamente, após uma queda registrada entre abril e junho — de 202.860 para 178.927. A retomada da elevação acompanha o movimento observado no início do ano, quando os pedidos passaram de 188.132 para 205.697.
Dos quase 194 mil processos na Bahia, 96.794 são pedidos de benefícios por incapacidade. Desse total, 39.747 foram solicitados há até 45 dias e 57.047 há mais de 45 dias. Pela legislação, o prazo máximo para análise de benefícios é de 60 dias, e o tempo para realização de perícias médicas deveria ser de até 45 dias.
O Nordeste é atualmente a região com a maior fila do país, acumulando 958.946 solicitações pendentes. A Bahia responde por 20,2% desse total, ficando atrás apenas do Ceará.
A tendência de aumento também é observada nacionalmente. Em todo o Brasil, 2,6 milhões de pessoas aguardam resposta do INSS — número que cresce desde dezembro de 2024.
A situação também foi impactada pelo escândalo de desvio de aposentadorias revelado em maio deste ano, atualmente investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI).
O PGB — principal iniciativa para acelerar a análise de benefícios — chegou a ser paralisado por falta de verba. O programa só foi retomado em novembro, após liberação de R$ 7 milhões para pagar bônus de produtividade. Sem o programa, a fila, que já é 48% maior que há um ano, aumentou rapidamente.
O governo liberou R$ 217 milhões para manter serviços essenciais do INSS após bloqueios orçamentários. A expectativa é normalizar o orçamento ainda este ano e manter o programa ativo até 2026, mas o cenário fiscal segue apertado. Segundo especialistas, a necessidade de um superávit de R$ 34,3 bilhões em 2026 pode limitar recursos adicionais.








