quinta-feira, 14 de maio de 2026

Bolsonaro alegou ‘surto’ ao violar tornozeleira e negou tentativa de fuga em audiência de custódia

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Da redação

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi mantida após audiência de custódia realizada na manhã deste domingo (23), em Brasília. Detido desde sábado (22) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro negou qualquer tentativa de fuga e afirmou que violou a tornozeleira eletrônica por causa de um “surto”.

Segundo a ata da audiência, protocolada no STF, Bolsonaro declarou que teve “alucinações” de que havia uma escuta instalada na tornozeleira. Ele disse ter tentado “abrir a tampa” do equipamento e atribuiu o episódio a um medicamento iniciado quatro dias antes. Ainda de acordo com o documento, o ex-presidente afirmou não se recordar de ter vivido um surto semelhante anteriormente.

A sessão durou até por volta das 12h40, quando os advogados deixaram a Superintendência da Polícia Federal. O procedimento, obrigatório nas prisões determinadas pelo STF, serve para avaliar a legalidade da detenção e eventuais violações de direitos do preso.

A Primeira Turma do Supremo julgará na segunda-feira (24), em sessão virtual entre 8h e 20h, se mantém ou revoga a decisão de Moraes. Caso o colegiado referende a medida, a prisão preventiva seguirá vigente — podendo durar por tempo indeterminado, desde que reavaliada a cada 90 dias, conforme prevê a lei.

Bolsonaro foi preso preventivamente após a Polícia Federal apontar risco de fuga, especialmente diante da convocação de uma vigília feita por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nas proximidades da residência do ex-presidente. Além disso, o ex-chefe do Executivo admitiu ter tentado violar a tornozeleira com um ferro de solda.

23 de novembro de 2025, 16:30

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