Juiz considera ilegal abandono do júri de acusados pela morte de Sara Freitas e marca nova data para 2026
Da Redação
A Justiça da Bahia classificou como ilegal a atitude das defesas de Ederlan Santos Mariano, Weslen Pablo Correia de Jesus e Victor Gabriel Oliveira Neves, que abandonaram a sessão do júri sobre o assassinato da cantora gospel Sara Freitas, na última terça-feira (25). O trio seria julgado mais de dois anos após o crime, mas os advogados deixaram o local alegando falta de estrutura e segurança no fórum.
Apesar do pedido para que o julgamento fosse transferido para o Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, a Justiça decidiu manter o júri no Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, onde já estava previsto. A nova data marcada é 24 de fevereiro de 2026.
Na decisão, o juiz Bernardo Mário Dantas Lubambo, que presidiria a sessão, determinou que os réus sejam intimados sobre a ilegalidade do abandono e nomeiem novos advogados em até cinco dias, a partir de 25 de novembro.
O magistrado também alertou que, caso os atuais defensores voltem a abandonar o julgamento, a Defensoria Pública assumirá a defesa ao longo do júri. Para isso, o órgão deverá ser acionado com antecedência, garantindo que a sessão ocorra sem novas interrupções.
O caso
Sara Freitas foi assassinada em 24 de outubro de 2023.
O quarto denunciado, Gideão Duarte de Lima, motorista de aplicativo que levou a cantora ao local onde foi executada, foi condenado em abril de 2025 a 20 anos e 4 meses de prisão.
Agora, aguardam julgamento:
Ederlan Santos Mariano — marido da vítima e apontado como mandante;
Weslen Pablo Correia de Jesus — acusado de ser o executor;
Victor Gabriel Oliveira Neves — acusado de atuar como ajudante no crime.
Os três seguem presos enquanto aguardam o júri, agora remarcado para 2026.







