Médico alvo da Operação Slim já havia sido punido pelo Cremeb por laudos ilegíveis
Da Redação
O cirurgião-geral baiano Gabriel Almeida, alvo da Operação Slim da Polícia Federal nesta quinta-feira (27), já havia sido penalizado anteriormente pelo Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) por infrações éticas, incluindo a emissão de laudos ilegíveis.
Segundo o Cremeb, o médico infringiu quatro artigos do Código de Ética Médica: 11, 21, 80 e 87. Entre as irregularidades apontadas estão a emissão de documentos sem número de registro, falta de consentimento esclarecido do paciente, expedição de laudos sem justificativa profissional e ausência de prontuários legíveis.
Infrações apontadas pelo Cremeb
Gabriel Almeida foi notificado por:
Emitir receitas e laudos sem identificação adequada no Cremeb (Art. 11);
Deixar de obter autorização do paciente após esclarecimentos sobre procedimentos (Art. 21);
Expedir documentos sem ato médico que justificasse a emissão (Art. 80);
Não elaborar prontuários legíveis dos pacientes (Art. 87).
Operação Slim
Deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal, a Operação Slim cumpriu 24 mandados de busca e apreensão na Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. As ações ocorreram em clínicas, estabelecimentos comerciais, laboratórios e residências.
Gabriel Almeida é acusado de integrar uma quadrilha especializada na fabricação clandestina do medicamento Mounjaro, utilizado para emagrecimento. Segundo a PF, o grupo produzia e comercializava ilegalmente o princípio ativo tirzepatida, distribuído sem controle sanitário ou autorização.








