quinta-feira, 14 de maio de 2026

Médico alvo da PF rebate acusações e atribui denúncia à fabricante do Mounjaro

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Da Redação

O cirurgião-geral Gabriel Almeida apareceu nesta sexta-feira (28) pela primeira vez em vídeo após ser alvo da Operação Slim, deflagrada pela Polícia Federal um dia antes. O médico baiano, que soma quase 750 mil seguidores nas redes sociais, negou qualquer participação no esquema de produção clandestina do medicamento para emagrecimento Mounjaro.

Em publicação no Instagram, Almeida afirmou possuir documentos que comprovariam a legalidade da manipulação da tirzepatida — princípio ativo do Mounjaro — no Brasil. “Apesar da atrocidade cometida ontem, sigo com provas de que a manipulação é legal”, declarou.

O médico atribuiu a denúncia à empresa Eli Lilly, detentora da patente do Mounjaro. Segundo ele, a multinacional teria se incomodado com o fato de ele ensinar outros profissionais a prescrever tirzepatida. “Quando isso acontece, o gigante vem atrás. Posso cair dez vezes, levanto onze”, disse.

Operação Slim

A Operação Slim cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, em clínicas, laboratórios, comércios e residências ligadas aos investigados. Segundo a PF, o grupo produzia, fracionava e comercializava ilegalmente tirzepatida em condições sanitárias inadequadas, incluindo envase e rotulagem irregulares, com indícios de produção em escala industrial — prática proibida no âmbito de manipulação magistral.

A Polícia Federal aponta que o esquema envolvia fabricação clandestina do princípio ativo usado em medicamentos para diabetes e obesidade.

A defesa de Gabriel Almeida afirma que o médico “não fabrica, não manipula e não rotula qualquer espécie de medicamento” e alega que a acusação é “tecnicamente impossível”, já que o profissional atuaria exclusivamente como clínico e professor.

28 de novembro de 2025, 13:01

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