Fraudes bilionárias no setor de combustíveis colocam Bahia no radar de operações nacionais
Da Redação
O setor de combustíveis, que movimenta mais de R$ 1 trilhão por ano, tornou-se alvo de grandes esquemas de sonegação, lavagem de dinheiro e adulteração, envolvendo desde o crime organizado até empresas com dívidas bilionárias. Segundo o Instituto Combustível Legal, essas fraudes causam um prejuízo anual de R$ 29 bilhões, divididos entre sonegação (R$ 14 bi) e fraudes operacionais (R$ 15 bi).
Operações como Carbono Oculto e Poço de Lobato revelaram estruturas sofisticadas que vão do poço ao posto, com participação do PCC, uso de empresas de fachada, manipulação de bombas, mistura de dinheiro legal com ilegal e até controle de fundos de investimento. A Refit, por exemplo, é investigada por esquemas que drenavam R$ 350 milhões por mês em São Paulo.
Bahia entra no mapa das investigações
O estado aparece em operações como:
Operação Primus: investigou cerca de 200 postos, com suspeitas de lavagem, adulteração e ocultação patrimonial; bloqueio judicial de R$ 6,5 bilhões.
Carbono Oculto: postos baianos tinham movimentação incompatível e grande volume de dinheiro vivo.
Poço de Lobato : apura esquema nacional que acumula R$ 26 bilhões em dívidas.
Situação em Salvador
A capital tem sido alvo de fiscalizações de rotina — como a Operação Posto Legal —, sem indícios públicos de envolvimento em esquemas de lavagem. As irregularidades encontradas são, em geral, de qualidade de combustível ou volume entregue.
Impacto para o consumidor
Preços artificialmente baixos muitas vezes indicam sonegação ou adulteração, o que desestrutura o setor e fortalece o crime organizado. Especialistas alertam que o risco atual vai além dos antigos cartéis de preços: envolve toda a cadeia de produção, distribuição e venda.
O Instituto Combustível Legal defende a aprovação do PLP 125/2022, parado na Câmara, como ferramenta essencial para combater devedores contumazes e reduzir fraudes estruturadas no setor.








