CNPq lança bolsas de R$ 13 mil para evitar fuga de cérebros e fixar pesquisadores no Brasil
Da Redação
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou o Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Brasil (Profix-CB), iniciativa que vai oferecer cerca de 1.000 bolsas de R$ 13 mil por mês, com duração de 48 meses, para estimular pesquisadores a permanecerem no país. O anúncio foi feito pelo novo presidente da agência, Olival Freire Júnior, professor da UFBA.
A ação é uma parceria entre CNPq, Capes e fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs). O investimento total será de R$ 624 milhões, recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), dentro do programa estratégico Conhecimento Brasil.
As bolsas são destinadas a doutores formados no Brasil ou no exterior, que poderão desenvolver projetos em instituições científicas e tecnológicas ou em empresas. Segundo o CNPq, o programa busca reduzir desigualdades regionais e dará prioridade a pesquisas na Amazônia Legal.
“Trata-se da maior ação realizada nos últimos anos voltada à fixação de pesquisadores no país”, afirmou Olival Freire Jr., destacando que a medida responde a demandas históricas da comunidade científica.
As FAPs serão responsáveis pelos processos seletivos, após manifestarem interesse em chamamento público previsto para as próximas semanas. A expectativa é que os estados lancem suas chamadas a partir de março.
O Profix-CB prevê ainda contrapartidas das fundações, como auxílios de custeio e capital, e a possibilidade de bolsas de mestrado e doutorado da Capes para pesquisadores vinculados a programas de pós-graduação. A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, ressaltou que a iniciativa fortalece a produção científica nacional e contribui para combater desigualdades regionais, “especialmente na Amazônia”.








