Uso de remédio para emagrecimento gera tensão interna no São Paulo
Da Redação
O São Paulo encerrou a temporada de 2025 sob clima de pressão não apenas pelos resultados em campo, mas também por um conflito interno envolvendo o departamento médico. Segundo revelou o UOL, parte da equipe autorizou o uso de medicamentos para emagrecimento em atletas sem comunicar previamente o setor de fisiologia, o que gerou mal-estar em meio ao elevado número de lesões ao longo do ano.
O remédio apontado é o Mounjaro (tirzepatida), indicado para diabetes tipo 2 e obesidade, mas que tem sido usado também para controle de peso. Entre seus efeitos colaterais estão náuseas, desconforto gastrointestinal e sensação de fraqueza, sintomas relatados por alguns jogadores.
Impasse interno
Profissionais ligados à preparação física teriam sido surpreendidos com o uso da substância, levantando dúvidas sobre como o medicamento poderia impactar o desempenho, a recuperação e o risco de novas lesões.
O nutrólogo do clube, Eduardo Rauen, negou qualquer crise e disse que o tratamento foi restrito a dois jogadores, adotado apenas após avaliações clínicas individuais.
Segundo ele, havia indicação médica formal — como IMC acima de 27,5 associado a comorbidades — e os casos foram acompanhados de perto. Rauen afirma ainda que os atletas apresentaram melhora física, com redução de peso e gordura corporal e ganho de massa muscular.
O episódio aumenta o debate sobre a gestão da saúde do elenco justamente em um dos anos mais críticos nesse aspecto: o São Paulo registrou 49 desfalques médicos ao longo da temporada.








