segunda-feira, 27 de abril de 2026

China impõe tarifa adicional de 55% sobre carne bovina do Brasil a partir de janeiro

Foto: Reprodução

Da Redação

O Ministério do Comércio da China anunciou nesta quarta-feira (31) que passará a aplicar, a partir desta quinta-feira (1º), uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que ultrapassarem cotas previamente estabelecidas. A medida atinge o Brasil, além de outros grandes exportadores como Argentina, Uruguai e Estados Unidos.

Até novembro, o Brasil havia exportado cerca de 1,4 milhão de toneladas de carne bovina para o mercado chinês, principal destino do produto brasileiro. Apesar do volume expressivo, analistas apontam que os preços da carne na China vêm caindo nos últimos anos, em razão do excesso de oferta e da demanda enfraquecida, reflexo da desaceleração da economia chinesa.

Com a forte expansão das importações, autoridades chinesas avaliam que a entrada de carne estrangeira tem causado prejuízos à indústria local. Esse entendimento embasou a decisão de impor a tarifa adicional, que será aplicada por um período de três anos, até 31 de dezembro de 2028, abrangendo carnes frescas e congeladas, com ou sem osso.

Segundo o ministério, a medida tem caráter de salvaguarda e será gradualmente flexibilizada. A China mantém cotas anuais de importação para cada país parceiro, que são ajustadas periodicamente. A partir de agora, qualquer volume exportado acima desses limites estará sujeito à tarifa de 55%.

Para 2026, a cota brasileira será de 1,1 milhão de toneladas. A Argentina terá um limite próximo da metade desse volume, o Uruguai poderá exportar até 324 mil toneladas, enquanto Austrália e Estados Unidos terão cotas de aproximadamente 200 mil e 164 mil toneladas, respectivamente.

Em nota oficial, um porta-voz do governo chinês afirmou que a aplicação das salvaguardas busca dar fôlego temporário à indústria nacional, sem a intenção de restringir o comércio regular de carne bovina.

31 de dezembro de 2025, 10:00

Compartilhe: