Custos com educação sobem acima da inflação e pressionam orçamento das famílias, aponta FGV
Da Redação
Os gastos com educação seguem pressionando o orçamento das famílias brasileiras, segundo levantamento do FGV Ibre. Em 2025, a chamada “cesta de volta às aulas”, que reúne mensalidades, uniformes, livros didáticos e não didáticos e itens de papelaria, registrou alta de 5,32%, acima da inflação oficial do país, que ficou em 4,26% no período. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.
De acordo com o estudo, os materiais escolares tiveram reajuste de 2,35% em 2025, abaixo do IPCA, mas superior ao aumento registrado em 2024, quando a variação foi de 1,25%. Já a papelaria, considerada de forma isolada, apresentou alta de 2,39% neste ano. Segundo o levantamento citado por O Globo, o resultado reflete fatores como promoções sazonais, maior concorrência no varejo, compras antecipadas e substituição por marcas mais baratas.
No entanto, no acumulado dos últimos cinco anos, o impacto é mais significativo. Desde 2021, enquanto o IPCA avançou 33,13%, a cesta escolar acumulou alta de 39,34%. Na prática, uma despesa de R$ 1.000 com educação em 2021 teria subido para cerca de R$ 1.393,40 em 2025. Caso acompanhasse apenas a inflação geral, o valor seria próximo de R$ 1.331,30, segundo os cálculos apresentados por O Globo.
As mensalidades escolares seguem como o principal fator de pressão. Em 2025, o grupo Educação teve aumento de 6,22%, acima da inflação. Desde 2021, os reajustes do ensino fundamental (49,35%) e do ensino médio (47,52%) superaram com folga o IPCA. Conforme o levantamento repercutido por O Globo, uma mensalidade de R$ 1.000 naquele ano hoje estaria próxima de R$ 1.493,50, considerando apenas os percentuais do estudo.








