Declaração de diretor espanhol sobre Brasil no Oscar gera reação nas redes e confusão com perfil errado
Da Redação
Uma declaração do diretor espanhol Oliver Laxe sobre a participação do Brasil no Oscar provocou forte repercussão nas redes sociais, mas acabou resultando em uma confusão inusitada. Após críticas do cineasta ao comportamento de brasileiros na votação da Academia, internautas reagiram em massa, porém direcionaram os comentários ao perfil errado no Instagram.
Muitos usuários acreditaram estar comentando na conta de Oliver Laxe, mas acabaram publicando mensagens no perfil de Oliver Laxer, um fotógrafo sem qualquer relação com o diretor espanhol. Nos comentários, o próprio fotógrafo demonstrou surpresa com a situação, enquanto brasileiros passaram a alertar uns aos outros sobre o equívoco. “O dono do insta sem entender nada! Insta errado galera… recuar”, escreveu um usuário. Outro ironizou: “Não achamos o Laxe então vai o Laxer mesmo”.
A confusão teve origem em uma entrevista concedida por Oliver Laxe a um programa de TV exibido na quinta-feira (22). Ao comentar a disputa pelo Oscar, o diretor afirmou que brasileiros seriam “ultranacionalistas” na votação da Academia. “Há muitos brasileiros na Academia e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Acho que se os brasileiros submetessem um sapato ao Oscar, todos votariam nele”, disse.
Laxe concorre com o filme Sirāt nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco, as mesmas em que disputa com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. A fala do cineasta gerou críticas imediatas, inclusive no X (antigo Twitter), onde internautas rebateram o comentário e classificaram a declaração como desrespeitosa.
A polêmica ocorre no ano em que o Brasil alcança o maior número de indicações de sua história no Oscar. Em 2026, o país concorre em cinco categorias. O Agente Secreto disputa Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Elenco, enquanto Sonhos de Trem foi indicado a Melhor Fotografia, com Adolpho Veloso. Até então, o recorde brasileiro era de quatro indicações em uma única edição, obtidas por Cidade de Deus, em 2004.








