Justiça manda apreender passaporte do fundador da Polishop
Da Redação
A Justiça de São Paulo determinou a apreensão dos passaportes do fundador da Polishop, João Appolinário, e de um dos sócios da empresa, Carlos Marcos de Oliveira Neto. A ordem, que será cumprida pela Polícia Federal, foi tornada pública nesta segunda-feira (26).
A decisão integra uma ação de execução movida pelo banco Itaú, credor da Polishop em um processo que cobra R$ 1,76 milhão. Além da retenção dos documentos, o Judiciário determinou que os empresários indiquem bens passíveis de penhora e apresentem uma estimativa de valor para cada item, como forma de garantir o pagamento da dívida.
No despacho, o juiz Douglas Iecco Ravacci afirmou que os executados vêm resistindo, sem justificativa, ao cumprimento de determinações judiciais. Segundo ele, o histórico do processo demonstra a ineficácia das medidas tradicionais de execução, diante de repetidas tentativas frustradas de localização de patrimônio.
O magistrado estabeleceu que os passaportes permanecerão retidos até que os débitos sejam quitados ou que sejam apontados bens suficientes para a penhora. Também foi determinada a suspensão de atos de modificação do patrimônio dos empresários até que haja julgamento do mérito de um recurso em instância superior.
Não é a primeira medida restritiva adotada no caso. Em novembro de 2025, o mesmo juiz autorizou a apreensão de relógios de luxo pertencentes a Appolinário para garantir o pagamento da dívida. À época, a defesa alegou excesso na decisão. O magistrado, então, fixou um limite de valor a ser alcançado com os bens e determinou que o banco indicasse quais objetos pretendia penhorar, cabendo ao empresário apresentar a relação dos bens e suas respectivas estimativas de preço.








