sexta-feira, 24 de abril de 2026

Presidente da Fifa rejeita boicote à Copa nos EUA e defende prêmio da paz dado a Trump

Foto: Reprodução/YouTube

Da Redação

Em meio à instabilidade política nos Estados Unidos, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, rejeitou os apelos por um boicote à Copa do Mundo no país e saiu em defesa do ex-presidente Donald Trump. Em entrevista nesta segunda-feira (2), ele afirmou que Trump “merece” o prêmio da paz concedido durante o sorteio do Mundial, realizado em Washington, em dezembro.

“Tudo o que pudermos fazer para ajudar a paz no mundo, devemos fazer”, disse Infantino à Sky News. Segundo ele, a Fifa buscou reconhecer pessoas que, na avaliação da entidade, contribuíram para esse objetivo.

A postura gerou críticas, especialmente diante de ações e declarações de Trump no cenário internacional e do clima de tensão interna nos EUA, com protestos em várias cidades relacionados à política de imigração. Ainda assim, Infantino defendeu o país como sede do torneio e argumentou que o futebol não deve ser alvo de boicotes. “Em um mundo dividido e agressivo, precisamos de ocasiões em que as pessoas possam se encontrar em torno da paixão pelo futebol”, afirmou.

A posição contrasta com a adotada pela Fifa em relação à Rússia, banida de competições desde a invasão da Ucrânia, em 2022. Apesar disso, Infantino admitiu a possibilidade de readmitir russos no futuro. “Essa proibição não alcançou nada, apenas gerou mais frustração e ódio”, declarou, ao defender que o retorno de atletas russos poderia ajudar a reduzir tensões.

03 de fevereiro de 2026, 10:00

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