Ex-porteiro denuncia racismo em escola particular de Campinas e afirma ter sido demitido após relatar ofensas
Da redação
Um ex-porteiro de uma escola particular de Campinas, no interior de São Paulo, procurou a Polícia Civil após denunciar ter sido vítima de racismo dentro do ambiente de trabalho. Segundo o relato, ele foi chamado por um aluno de “negro sujo”, “macaco” e “sub-raça”. Após comunicar o episódio à direção da instituição, afirma que acabou desligado do cargo.
O caso ocorreu em 15 de dezembro de 2025, em uma unidade do colégio localizada no distrito de Barão Geraldo. O boletim de ocorrência foi registrado posteriormente, e a Polícia Civil investiga o caso. A escola foi procurada e informou que irá se manifestar; o posicionamento ainda não havia sido divulgado até a última atualização.
Rodnei Ferraz, que atua há cerca de 20 anos na área de portaria e trabalhava havia quatro meses na instituição, contou que três estudantes do ensino médio estavam no local para realizar provas de recuperação. Segundo ele, os adolescentes circulavam sem supervisão e faziam barulho em um banheiro, momento em que decidiu adverti-los.
De acordo com o ex-funcionário, após a intervenção, um dos alunos teria proferido as ofensas racistas. Ele afirma que ficou em estado de choque e pediu substituição no posto para evitar novos conflitos. “Me senti muito constrangido”, relatou em entrevista ao g1, acrescentando que a situação o deixou fragilizado e revoltado.
O episódio ocorre em meio ao aumento de denúncias de racismo em São Paulo. Dados do Disque 100 apontam que o estado registrou 1.088 denúncias em 2025, crescimento de 20,2% em relação ao ano anterior. Em Campinas, foram 26 registros no período, contra 21 no ano anterior.








