Presidente do PT critica “pré-julgamento” após saída de Toffoli do caso Banco Master
Da Redação
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou neste domingo (15) que é contrário a “pré-julgamentos” e “linchamentos públicos” ao comentar a decisão do ministro Dias Toffoli de deixar a relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal. Toffoli vinha sendo pressionado após a divulgação de relatório da Polícia Federal que cita conversas envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e pagamentos a uma empresa da qual o ministro é sócio. O caso gerou desgaste no Supremo e preocupação entre aliados do governo. A informação é da Folha de S.Paulo.
Edinho declarou que todas as denúncias devem ser investigadas para preservar a credibilidade das instituições e do sistema financeiro, mas defendeu o respeito ao contraditório e à ampla defesa. O dirigente comparou o momento ao período da Operação Lava Jato, criticando o que chamou de excessos que, segundo ele, enfraqueceram a democracia. Ele também afirmou que o PT não apoiará movimentos que possam estimular o autoritarismo ou o enfraquecimento institucional.
Nos bastidores, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstram preocupação com o impacto do escândalo sobre a imagem do STF. Ministros da Corte teriam reclamado da atuação de órgãos federais, enquanto o Planalto orientou auxiliares a evitarem declarações políticas sobre o tema. Com a saída de Toffoli, a relatoria do processo passou ao ministro André Mendonça, que deverá conduzir a investigação em meio a um cenário de forte tensão política.








