Léo Prates defende dois dias de descanso e critica impasse sobre fim da jornada 6×1
Da Redação
O deputado federal Léo Prates (PDT-BA) afirmou que o centro do debate sobre o fim da jornada 6×1 deve ser a garantia de dois dias de descanso semanal ao trabalhador. “A bandeira do movimento é acabar com a jornada 6×1, ter dois dias de descanso para o trabalhador. O resto é acessório”, declarou o parlamentar, segundo a Folha de S.Paulo.
A discussão ganhou força após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar o envio de um projeto sobre o tema ao Congresso e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), assumir a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). As informações são da Folha de S.Paulo.
Enquanto centrais sindicais defendem a mudança, associações empresariais articulam uma estratégia para postergar a votação para depois das eleições de outubro, além de preparar estudos e campanhas para apontar impactos econômicos da medida. De acordo com a Folha de S.Paulo, o setor produtivo também estuda apresentar propostas alternativas, como desoneração da folha de salários ou flexibilização do pagamento por hora trabalhada.
Alternativas em debate
Léo Prates sugeriu ampliar a jornada diária máxima de 8 para 10 horas, desde que limitada a cinco dias por semana — o que garantiria dois dias consecutivos de folga. Para ele, o essencial é assegurar o descanso semanal ampliado.
Já o presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), classificou a proposta de jornada 4×3 como “uma bomba” e defendeu reduzir gradualmente a carga horária de 44 para 40 horas semanais até 2030. Segundo a Folha de S.Paulo, outra alternativa discutida é a PEC do deputado Mauricio Marcon (PL-RS), que permite remuneração por hora trabalhada.
O presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Vander Costa, defendeu que o debate ocorra “sem afogadilho” e separado do calendário eleitoral. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também pediu discussão técnica e baseada em evidências, conforme relatado pela Folha de S.Paulo.
Pressão empresarial
Entidades empresariais preparam um manifesto com cerca de 90 assinaturas para cobrar aprofundamento do debate. O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, afirmou à Folha de S.Paulo que o setor projeta aumento de até 20% nos custos para contratação adicional de funcionários, com possível alta de 7% nos preços ao consumidor.
Segundo a reportagem, empresários avaliam que o apelo popular da proposta dificulta sua rejeição no primeiro semestre e apostam na tramitação mais lenta de uma PEC para alongar a discussão.
O tema começa a ser analisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e deve seguir para comissão especial antes de eventual votação em plenário.








