sexta-feira, 8 de maio de 2026

Após adiamento de júri, MPBA garante que réus no caso da morte de Mãe Bernadete serão condenados

Foto: Reprodução

Da Redação

Após a decisão da Justiça de adiar o júri popular que ocorreria nesta terça-feira (24) contra dois dos cinco acusados de envolvimento no assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete Pacífico, o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) afirmou que a remarcação foi necessária para evitar questionamentos futuros sobre a validade do julgamento.

A manifestação ocorreu diante de protesto de movimentos sociais e familiares em frente ao Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. O novo júri foi designado para 13 de abril.

Segundo o promotor Raimundo Moinhos, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPBA, a alteração na data preserva a legalidade do processo.

“Nós entendemos esse sentimento de perplexidade e estranheza com um pedido feito ontem à tarde, na véspera do júri, mas a Justiça será feita na nova data. A prova é contundente. Ilegalidade não há e, inclusive, a medida preserva qualquer arguição de nulidade ou ilegitimidade do julgamento”, declarou.

De acordo com o promotor, o adiamento ocorreu porque os réus, que desde o início eram assistidos pela Defensoria Pública, optaram por constituir advogado particular na segunda-feira (23), um dia antes da sessão do júri.

“Por conta da complexidade e da extensão do processo, que possui mais de 2.700 páginas, inclusive com provas sob sigilo, não havia como a defesa constituída na data de ontem ter acesso pleno a esse material”, explicou Moinhos.

Ele afirmou ainda que não há morosidade no andamento do caso e que a decisão judicial não compromete o mérito da acusação. Segundo o promotor, o Ministério Público mantém a convicção de que os réus serão condenados com base no conjunto probatório apresentado.

24 de fevereiro de 2026, 14:10

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