Operação mira seis suspeitos de agredir torcedor do Vitória em Salvador; sede da Bamor é alvo de buscas
Da Redação
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Bandeira Branca, que tem como alvo seis suspeitos de envolvimento na agressão a um torcedor doVitória. O crime ocorreu no dia 17 de janeiro, na Avenida São Rafael, em Salvador.
Parte da ação foi concentrada na sede da torcida organizada Bamor, no bairro de Nazaré, onde três homens foram conduzidos para prestar esclarecimentos. Segundo informações divulgadas pela TV Bahia, eles estavam no local no momento do cumprimento dos mandados.
De acordo com as investigações, a vítima foi cercada por um grupo de 15 a 20 homens e agredida com socos, chutes e golpes de arma branca. O ataque ocorreu no mesmo dia em que era realizada uma festa no Barradão e uma partida entre Esporte Clube Bahia e Galícia Esporte Clube, válida pelo Campeonato Baiano.
A identificação dos suspeitos foi feita após diligências do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Segundo a polícia, foram utilizados laudos periciais e ferramentas de comparação facial com base em imagens captadas durante o ataque. Durante o cumprimento dos mandados, celulares, equipamentos eletrônicos e documentos foram apreendidos na sede da organizada.
Em entrevista à TV Bahia, o advogado Ícaro Andrade afirmou que os três homens conduzidos não são alvos diretos da investigação. “Eles não estão presos. Foram levados porque estavam na sede no momento da operação e irão prestar esclarecimentos. Não são alvos dos mandados”, declarou. Segundo ele, os conduzidos não estavam algemados e devem ser liberados após os depoimentos.
Ainda conforme o advogado, a entidade aguarda acesso ao conteúdo integral do inquérito para verificar se os investigados possuem vínculo formal com a organizada. “Se houver qualquer integrante comprovadamente envolvido, a própria torcida tomará as medidas cabíveis”, afirmou.
A Polícia Civil informou que a operação busca responsabilizar os envolvidos na agressão e prevenir novos episódios de violência entre torcidas organizadas, especialmente diante da proximidade de partidas consideradas de maior risco.








