Audiência virtual em Coaraci revela pessoa escondida sob mesa durante depoimento em ação contra banco
Da Redação
Uma audiência realizada no Juizado Especial Cível da Comarca de Coaraci, no sul da Bahia, revelou indícios de possível interferência externa durante o depoimento de um autor em processo contra uma instituição financeira.
O caso ocorreu durante a oitiva de um consumidor idoso que move ação indenizatória alegando não ter contratado um empréstimo consignado vinculado à modalidade de reserva de margem de cartão de crédito (RCC).
Durante a audiência por videoconferência, a advogada da instituição financeira informou ter percebido que o autor aparentava receber orientações de terceiros enquanto prestava depoimento — prática considerada incompatível com as regras que regem a oitiva de partes em processos judiciais.
Diante da suspeita, o juiz leigo responsável pela condução do ato solicitou que o autor realizasse um giro de 360 graus com a câmera para confirmar se ele estava sozinho no ambiente.
Ao atender ao pedido, foi identificada a presença de uma pessoa escondida sob a mesa, o que levantou questionamentos sobre a regularidade do depoimento.
Regras de depoimento
A orientação a partes ou testemunhas durante audiências é proibida, pois pode comprometer a espontaneidade e a veracidade das declarações prestadas à Justiça.
Em audiências realizadas por videoconferência, o controle costuma ser mais rigoroso justamente para evitar que depoentes recebam instruções de terceiros ou leiam respostas durante o depoimento.
Casos desse tipo têm sido monitorados com maior atenção por tribunais e órgãos de controle, especialmente diante do aumento de investigações relacionadas à litigância abusiva e ao uso indevido do sistema de Justiça.








