quinta-feira, 7 de maio de 2026

Pacientes que perderam a visão após mutirão de catarata em Salvador iniciam processo de reabilitação

Foto: Reprodução

Da Redação

Os pacientes que perderam a visão após complicações em um mutirão de cirurgias de catarata realizado no fim de fevereiro em uma clínica particular de Salvador iniciam agora uma nova etapa de tratamento: o processo de reabilitação visual. Ao todo, 11 pessoas tiveram perda definitiva da visão e precisaram passar por evisceração ocular, procedimento cirúrgico que remove o conteúdo interno do olho.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a clínica responsável pelo mutirão permanece interditada e com o contrato suspenso enquanto o caso segue sob investigação. Dos pacientes submetidos às cirurgias, 26 continuam em acompanhamento pela rede pública de saúde.

Após a fase inicial de tratamento médico, as vítimas começam a ser encaminhadas para atendimento no Instituto de Cegos da Bahia, referência no estado na habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência visual. A etapa envolve avaliação clínica, acompanhamento psicológico e treinamento para adaptação às atividades cotidianas.

O atendimento ocorre em parceria com a rede municipal de saúde. Após o encaminhamento pela secretaria, cada paciente passa por uma avaliação oftalmológica detalhada para identificar as perdas funcionais e verificar se há algum nível de visão residual que possa ser aproveitado durante a reabilitação.

O acompanhamento envolve uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, terapeutas e especialistas em baixa visão. O trabalho inclui orientação para mobilidade, adaptação às atividades diárias e uso de recursos de acessibilidade que auxiliam na locomoção, comunicação e acesso à informação.

De acordo com especialistas, a reabilitação visual é um processo gradual que pode levar meses ou até anos e depende também do apoio familiar e social. Em muitos casos, os pacientes precisam reaprender tarefas básicas e desenvolver novas formas de orientação no espaço.

Enquanto essa nova etapa começa, o caso das cirurgias segue sendo investigado pelas autoridades sanitárias, e os pacientes continuam sendo monitorados pela rede pública de saúde.

14 de março de 2026, 08:15

Compartilhe: