quinta-feira, 7 de maio de 2026

Dentista investigado por revenda de canetas emagrecedoras diz não ter vínculo com outros suspeitos

Da Redação

O dentista Gustavo Garrido Gesteira, preso durante uma operação policial que investiga a revenda irregular de canetas emagrecedoras em Salvador, se manifestou pela primeira vez por meio de sua assessoria de imprensa. Segundo informações do Correio, a defesa afirmou que o profissional atua com base na ética e que não possui ligação com os demais investigados.

Gustavo foi preso na última quarta-feira (11) no apartamento onde mora com a esposa, na Ladeira da Barra. Segundo a polícia, medicamentos e substâncias consideradas proibidas foram apreendidos no local.

De acordo com as investigações da Polícia Civil da Bahia, o dentista seria líder de uma rede que importava ou obtinha o princípio ativo utilizado em medicamentos destinados ao tratamento de diabetes — substâncias que passaram a ser associadas popularmente à perda de peso — e realizava a venda fracionada das doses para fins estéticos.

A Justiça da Bahia concedeu liberdade provisória ao investigado na sexta-feira (13).

Em nota, a assessoria destacou a trajetória profissional do dentista. “O Dr. Gustavo Garrido possui uma trajetória acadêmica sólida, com título de mestre em odontologia, e é reconhecido por seus pares como um profissional de conduta inquestionável. Ele é tecnicamente primário, possui residência fixa e vínculos familiares estabelecidos”, afirma o comunicado.

Gustavo é um dos sócios da clínica Medicina Oral, localizada no bairro Cidade Jardim, e, segundo a polícia, teria ligação com uma farmácia sediada em São Paulo. A Justiça também determinou o fechamento temporário de uma farmácia no bairro de Ondina, em Salvador, que seria de responsabilidade do dentista enquanto durarem as investigações.

A defesa também afirmou que o profissional não mantém qualquer relação com os outros suspeitos presos na operação, que resultou na detenção de 13 pessoas. “O Dr. Gustavo reafirma que não possui qualquer vínculo com os demais investigados citados na operação. Com serenidade e total confiança na Justiça, ele se manifestará no tempo oportuno sobre os detalhes técnicos do caso”, diz a nota.

Os advogados ainda criticaram a forma como a prisão foi realizada. Segundo a defesa, a mobilização de cerca de dez policiais para cumprir o mandado em um apartamento de alto padrão foi desproporcional e teria gerado exposição pública indevida do profissional.

15 de março de 2026, 15:45

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