MPBA recebe ‘Banco Vermelho’ e reforça mobilização contra o feminicídio
Da Redação
O Ministério Público do Estado da Bahia promoveu, nesta segunda-feira , dia 17, a instalação do ‘Banco Vermelho’ em sua sede, no bairro de Nazaré, em Salvador. A ação integra um movimento nacional de enfrentamento ao feminicídio e reuniu autoridades, integrantes do sistema de Justiça e representantes de instituições parceiras.
A promotora de Justiça Sara Gama, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres do MPBA (Nevid), destacou a importância da iniciativa. “Hoje, 17 de março, o MPBA traz para a sede de Nazaré o chamado Banco Vermelho. Esse banco simboliza o sangue das mulheres derramado em razão da violência que sofrem todos os dias. O ano de 2025 foi emblemático, com índices altíssimos de mortes de mulheres. A cada seis horas, uma mulher é morta no país. Precisamos estancar essa violência. O símbolo que hoje se instala aqui é para chamar a atenção de todos que passam por esta instituição. Feminicídio zero é a nossa meta”, ressaltou.
A iniciativa teve origem na Itália, em 2016, e chegou ao Brasil em 2023, sendo incorporada às ações de conscientização sobre violência contra a mulher. O banco funciona como um memorial e um alerta visual, incentivando a reflexão e a mobilização social. A mensagem central é transformar o luto em luta, promovendo informação, prevenção e estímulo à denúncia por meio de canais como o Ligue 180.
O promotor de Justiça Rogério Queiroz, coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (Caodh), ressaltou o cenário alarmante no país. “O ano de 2025 foi recorde de feminicídios no Brasil. Não se trata apenas de subnotificação, os fatos demonstram o aumento da violência, inclusive em sua intensidade. Em pleno século XXI, verificamos retrocessos no respeito aos direitos das mulheres, agravados pela disseminação de conteúdos violentos nas redes sociais’, afirmou
Para o promotor de Justiça Adalto Araújo, coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim) a ação traz um caráter reflexivo sobre o feminicídio tão necessário nos dias atuais. “A cor vermelha nos remete ao sangue derramado e à violência que marca a nossa sociedade. Mas o banco também representa um convite à reflexão coletiva. Ele simboliza a união de esforços para que essas situações não se repitam. É um gesto de esperança por um futuro com mais equidade de gênero e sem feminicídio”, pontuou.








