Justiça da Bahia manda soltar influenciador Diogo 305 por excesso de prazo na prisão
Da Redação
O Tribunal de Justiça da Bahia determinou a soltura do influenciador Diogo Santos de Almeida, conhecido como Diogo 305, após reconhecer excesso de prazo na prisão preventiva. A decisão foi assinada na terça-feira (17) pela juíza Martha Carneiro Terrin Figueirêdo, da 3ª Vara das Garantias de Salvador.
Segundo a magistrada, houve “relaxamento da prisão preventiva” em razão da demora no andamento do processo.
Diogo havia sido preso no dia 11 de fevereiro, durante a Operação Falsas Promessas 3, deflagrada pela Polícia Civil. A ação investiga um esquema de rifas ilegais e lavagem de dinheiro por meio da internet.
Durante a operação, o camarote do influenciador no carnaval de Salvador foi interditado por suspeita de ser utilizado para ocultação de recursos ilícitos.
As investigações tiveram início em 2024 e identificaram movimentações financeiras entre traficantes de diversos estados e influenciadores digitais que promoviam rifas nas redes sociais. Entre os investigados está o próprio Diogo, apontado como responsável por um dos camarotes fechados.
Em 2025, a polícia apurou que Diogo e Manuel Ferreira da Silva Filho adquiriram juntos uma aeronave avaliada em mais de R$ 12 milhões, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos.
De acordo com a investigação, o influenciador comercializava rifas com valores reduzidos, algumas a partir de R$ 0,06, oferecendo prêmios como carros de alto valor, cavalos de raça e artigos de luxo. Para a polícia, a pulverização das vendas dificulta o rastreamento do dinheiro e pode favorecer o financiamento de organizações criminosas.
A ostentação do influenciador também é alvo de apuração. Ele reside em um condomínio de alto padrão, em área nobre da capital baiana, e apresentaria padrão de vida incompatível com a renda declarada.
Durante a operação, foram apreendidos cerca de dez veículos na residência de Diogo, incluindo uma Lamborghini avaliada em mais de R$ 4 milhões.
Ao todo, a ação resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 230 milhões e na apreensão de uma aeronave estimada em mais de R$ 10 milhões. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra 13 investigados em cidades da Bahia, além de municípios de São Paulo.
Segundo o Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, o grupo investigado operava um esquema estruturado de lavagem de capitais, utilizando empresas de fachada, intermediadoras de pagamento e pessoas interpostas para movimentar valores incompatíveis com atividades lícitas.
As investigações seguem em andamento.








