Três crimes articulados de dentro de presídios na Bahia foram registrados em uma semana
Pelo menos três crimes contra mulheres foram orquestrados de dentro de presídios da Bahia entre os dias 12 e 16 de março, segundo investigações da Polícia Civil da Bahia. Um dos casos terminou com a morte de uma adolescente de 14 anos, enquanto outros dois deixaram vítimas traumatizadas.
As apurações envolvem também a Polícia Civil do Espírito Santo, já que uma das vítimas reside naquele estado. Ao menos três suspeitos tiveram mandados de prisão cumpridos, e um quinto investigado morreu em confronto com policiais.
Adolescente executada
A vítima fatal foi Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos, encontrada morta na quinta-feira (19), em uma área de mata. A jovem estava desaparecida desde o dia 12 de março, quando saiu da escola em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.
De acordo com as investigações, a adolescente teria sido executada no mesmo dia do desaparecimento, após ser levada a um suposto “tribunal do crime”.
A polícia aponta que o mandante foi Davi de Jesus Ferreira, de 32 anos, que ordenou o assassinato de dentro da Cadeia Pública de Salvador, localizada no Complexo Penitenciário da Mata Escura. A motivação seria vingança, após ele acreditar que a adolescente o denunciou por violência doméstica, o que levou à sua prisão em fevereiro.
O vizinho da vítima, Rodrigo Faria Sena dos Santos, de 37 anos, é apontado como responsável por atrair a jovem para a emboscada. Ele conhecia a adolescente há mais de dez anos e chegou a participar das buscas, sem levantar suspeitas inicialmente.
Os dois tiveram mandados de prisão preventiva expedidos na quinta-feira (19) — um cumprido no sistema prisional e outro na residência do suspeito, no bairro Jardim das Margaridas, em Salvador.
Investigações em andamento
Na manhã desta sexta-feira (20), equipes da Polícia Civil da Bahia cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao caso, incluindo um imóvel na Rua Antônio das Neves, no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas.
As diligências buscam coletar vestígios biológicos e outros elementos que possam esclarecer as circunstâncias do crime, que ainda seguem sob investigação.








