Projeto propõe política municipal contra vício em jogos e apostas em Salvador
Da Redação
A vereadora Isabela Sousa (Cidadania) apresentou na Câmara Municipal de Salvador um conjunto de propostas para enfrentar o avanço do vício em jogos de azar e apostas online na capital baiana.
As iniciativas incluem a criação de um programa municipal voltado ao atendimento de pessoas com dependência em jogos, com oferta de apoio psicológico, orientação financeira e acompanhamento pela rede pública de saúde. A proposta reconhece a ludopatia como um problema que afeta não apenas a saúde mental, mas também a vida financeira e as relações familiares.
Segundo a vereadora, o crescimento das plataformas digitais de apostas tem agravado o endividamento, especialmente entre populações mais vulneráveis, comprometendo recursos essenciais para despesas básicas.
O pacote de medidas também prevê atuação integrada de órgãos como o Procon Salvador, a Defensoria Pública da Bahia e a Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), com foco em prevenção, orientação e assistência às vítimas desse tipo de dependência.
Outro ponto das propostas é a criação do selo “Empresa Amiga do Jogo Responsável”, que poderá ser concedido a instituições que adotem ações de conscientização sobre os riscos das apostas. As empresas certificadas poderão utilizar o reconhecimento em suas comunicações por até dois anos.
Na área educacional, a vereadora propôs o programa “Jogo Não é Brincadeira”, voltado à conscientização de crianças e adolescentes sobre os riscos das apostas online. Também foi sugerida a criação de uma política municipal que obrigue a divulgação de alertas sobre ludopatia em campanhas publicitárias e eventos relacionados ao setor.
De acordo com Isabela Sousa, o objetivo é antecipar um problema social em expansão e estruturar políticas públicas que protejam a população, com foco especial em jovens e famílias mais vulneráveis.








