Páscoa deve movimentar R$ 6 bilhões em 2026, com alta de 14,2%, aponta pesquisa
Da Redação
A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços estima que a Páscoa de 2026 deve movimentar cerca de R$ 6 bilhões no país, segundo levantamento realizado em parceria com o Instituto Datafolha. O valor representa um crescimento de 14,2% em relação à projeção do ano anterior.
De acordo com o estudo, o gasto médio previsto pelos consumidores é de R$ 175, acima dos R$ 146 registrados em 2025.
A pesquisa indica ainda que 61% dos brasileiros pretendem comprar chocolates ou outros itens relacionados à data. Em números absolutos, a expectativa é de que aproximadamente 98 milhões de pessoas façam compras no período.
A região Sudeste concentra a maior fatia da movimentação, com previsão de R$ 2,77 bilhões, avanço de 20% na comparação anual. Na sequência aparecem o Nordeste, com R$ 1,45 bilhão, o Sul, com R$ 1,04 bilhão, e as regiões Norte e Centro-Oeste, com estimativas de R$ 401,9 milhões e R$ 391,2 milhões, respectivamente.
O levantamento mostra que 41% dos consumidores devem utilizar cartões de crédito ou débito nas compras de Páscoa. Entre as classes A e B, a preferência chega a 61%, enquanto na classe C é de 42% e, nas classes D e E, de 18%.
Entre aqueles que pretendem pagar com cartão de crédito, 52% afirmam que devem parcelar as compras. O parcelamento é mais frequente entre as mulheres (55%) do que entre os homens (47%). Consumidores com mais de 60 anos também demonstram maior intenção de parcelar (54%), enquanto entre jovens de 18 a 24 anos esse índice é menor, de 34%.
Os homens aparecem com ligeira vantagem na intenção de consumo, com 63%, ante 58% entre as mulheres. Já na análise por faixa etária, o maior índice é observado entre pessoas de 18 a 24 anos, com 78%.
O ovo de Páscoa segue como o item mais procurado, citado por 61% dos entrevistados. Barras de chocolate (39%) e bombons ou trufas (27%) aparecem na sequência.
Lojas físicas
A preferência por compras presenciais continua predominante: 89% dos consumidores pretendem adquirir produtos em lojas físicas, enquanto 10% devem recorrer ao comércio online.
O estudo aponta ainda que 72% dos entrevistados devem procurar estabelecimentos tradicionais, enquanto 31% consideram comprar de vendedores autônomos.








