PF deve aprofundar investigação sobre repasses do Banco Master a escritório de advocacia em Salvador
Da Redação
Um dos escritórios que receberam recursos do Banco Master deve passar por análise mais detalhada da Polícia Federal no âmbito das investigações que envolvem a instituição.
Levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo aponta que o banco destinou cerca de R$ 543 milhões a 91 escritórios de advocacia ao longo de quatro anos. Entre os maiores beneficiários está o Gabino Kruschewsky Advogados, com aproximadamente R$ 54 milhões recebidos entre 2022 e 2025.
Com sede em Salvador, a banca tem entre os sócios o procurador do Estado Eugênio Kruschewsky. A cidade também concentra operações de um dos principais produtos do banco, o Credcesta.
Em nota, o escritório afirmou ter atuado em cerca de 45 mil processos relacionados ao banco, sendo mais de 30 mil ainda em andamento. O volume, no entanto, diverge de dados do Tribunal de Justiça da Bahia, que indicam cerca de 7 mil ações vinculadas à instituição no estado.
Entre os processos, destacam-se ações coletivas movidas pela Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia, que questionam a legalidade de empréstimos consignados ligados ao Credcesta.
Após a repercussão, o escritório declarou que sua atuação não se limita à Bahia e que possui presença em 19 estados, o que justificaria o volume informado. Segundo a banca, os cerca de 7 mil processos registrados dizem respeito apenas ao território baiano.








