Bahia é 3º estado com mais empregadores na ‘lista suja’ do trabalho escravo
Da Redação
Bahia é 3º estado com mais empregadores na ‘lista suja’ do trabalho escravoA Bahia ocupa a terceira posição no ranking nacional de empregadores incluídos na chamada “lista suja” do trabalho escravo, segundo atualização divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O estado soma 17 nomes no cadastro, empatado com a Paraíba e atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo.
O levantamento reúne ocorrências identificadas entre 2020 e 2025 em 21 unidades da federação. No total, os casos mais recentes resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em condições análogas à escravidão em todo o país.
De acordo com o MTE, o cadastro é atualizado semestralmente e inclui empregadores após decisão administrativa definitiva. Na mesma atualização, 225 nomes foram excluídos por terem cumprido o prazo de dois anos na lista.
Na Bahia, os registros se distribuem entre capital e interior, atingindo diferentes setores da economia. Em Salvador, os casos estão concentrados principalmente no trabalho doméstico, considerado de difícil fiscalização. Já no interior, predominam ocorrências ligadas a atividades rurais e extrativistas.
Entre os setores mais afetados estão a pecuária, o cultivo agrícola — incluindo café, hortaliças e sisal —, além da extração de madeira, areia e argila. Municípios como Amargosa, Correntina, Itabuna e Serrinha concentram registros ligados à criação de bovinos. Já cidades como Barra do Choça e Ituaçu aparecem com casos no cultivo de café.
Também há registros em áreas urbanas e industriais, como em Camaçari, no setor de fabricação de veículos, e em Lauro de Freitas, na construção civil.
Após o resgate, o atendimento às vítimas envolve ações integradas de saúde, assistência social, geração de renda, educação e acesso à terra. Na Bahia, o trabalho é articulado pelo Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP), que atua na reinserção social dos trabalhadores.
Autoridades também alertam para a prevenção. Promessas de emprego com salários elevados, benefícios excessivos ou facilidades incomuns podem indicar risco de exploração, especialmente em ofertas para outras cidades, estados ou países.








