Operação da PF prende dono da Choquei, MCs e influenciadores por esquema de R$ 1,6 bilhão
Da redação
Uma operação de grande porte da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira (15), prendeu influenciadores digitais e artistas suspeitos de integrar uma organização criminosa que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão em esquemas de lavagem de dinheiro e transações ilegais.
Entre os detidos está o influenciador Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, preso em Goiânia. Também foram alvos da operação o influenciador Chrys Dias e os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.
Batizada de Operação Narcofluxo, a ação ocorre em diversos estados e conta com apoio da Polícia Militar de São Paulo. As investigações apontam que o grupo utilizava mecanismos para ocultar a origem de recursos ilícitos, incluindo movimentações financeiras de alto valor, uso de criptoativos e transporte de dinheiro em espécie.
A prisão de MC Ryan SP ocorreu durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, litoral paulista. Já MC Poze do Rodo foi detido em outra frente da operação. No caso de Raphael Sousa Oliveira, além da prisão, também foi cumprido mandado de busca e apreensão. A Polícia Federal ainda não detalhou o papel específico de cada investigado no esquema.
Ao todo, cerca de 200 policiais federais cumprem aproximadamente 90 ordens judiciais, entre mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, expedidas pela 5ª Vara Federal em Santos (SP). As ações ocorrem em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e a imposição de restrições empresariais, com o objetivo de interromper as atividades do grupo e garantir eventual recuperação de valores desviados.
Durante as diligências, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Em uma das ações, agentes também encontraram armas e um colar com a imagem do narcotraficante Pablo Escobar.
Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.








