Equipamentos da China chegam em maio para obra da ponte Salvador–Itaparica, que ainda depende de licenças
Da Redação
A obra da Ponte Salvador–Itaparica deve avançar para uma nova etapa logística com a chegada, na segunda quinzena de maio, de um navio vindo da China transportando mais de 800 toneladas de equipamentos. O material será utilizado na montagem de uma plataforma de trabalho na Baía de Todos-os-Santos.
Segundo a concessionária responsável, a embarcação deixou o país asiático em 30 de março. Apesar do avanço operacional, o início efetivo das obras ainda depende da emissão de alvarás pelas prefeituras de Salvador e Vera Cruz, além da Licença de Instalação, que ainda não foi autorizada.
A plataforma, com tecnologia chinesa, deve começar a ser instalada a partir de junho e será usada para transporte de trabalhadores, equipamentos e insumos durante a construção. A estrutura será desmontada ao fim da obra, com reaproveitamento dos materiais.
Os primeiros canteiros de obras estão previstos para a região da Avenida Engenheiro Oscar Pontes, em Salvador, e também em Vera Cruz, onde haverá avanço em direção ao trecho central da travessia. A iniciativa integra o sistema rodoviário que conectará a capital à Ilha de Itaparica.
De acordo com a concessionária, a plataforma permitirá reduzir em cerca de 70% o número de embarcações em operação simultânea na área, diminuindo impactos no tráfego marítimo. O projeto prevê a manutenção do canal principal de navegação com 400 metros de largura e 85 metros de altura, além de rotas auxiliares para embarcações menores e pescadores.
Com 12,4 quilômetros de extensão prevista, a ponte faz parte de um sistema mais amplo que inclui novos acessos viários em Salvador, uma via expressa na ilha e a duplicação de trechos da BA-001. A execução está sob responsabilidade de um consórcio formado pelas empresas China Communications Construction Company e China Railway Construction Corporation, dentro de uma parceria público-privada com duração de 35 anos.
Anunciado inicialmente em 2009, o projeto acumula sucessivos adiamentos e revisões. O custo estimado passou de R$ 5,4 bilhões para cerca de R$ 13 bilhões, segundo o governo da Bahia, que atribui a alta a fatores como os impactos econômicos da pandemia.








