A medida faz parte de um pacote adotado pelo governo federal diante da pressão internacional sobre o petróleo, intensificada após o agravamento das tensões no Oriente Médio, com ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã desde março.
Antes disso, o governo já havia anunciado a desoneração de tributos e subsídios para outros combustíveis. Em março, foi zerado o PIS/Cofins e criado um subsídio de R$ 0,32 por litro para o diesel. Posteriormente, os valores foram ampliados para R$ 1,52 por litro no diesel importado e R$ 1,12 no nacional. Também houve incentivo ao gás de cozinha importado, com custo adicional de cerca de R$ 11 por botijão de 13 kg, além da isenção de tributos sobre querosene de aviação e biodiesel.
O impacto total das medidas é estimado em mais de R$ 30 bilhões. A expectativa do governo é compensar parte desse custo com o aumento da arrecadação proveniente das exportações de petróleo, favorecidas pela alta no preço internacional.
Um dos fatores que pressionam os valores é o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% da produção mundial. Com isso, o barril do tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 100, afetando os preços globalmente.
No Brasil, o impacto é mais sentido no diesel, enquanto a gasolina tem maior cobertura da produção interna.