quarta-feira, 29 de abril de 2026

Ireuda Silva alerta para maior insegurança financeira entre mulheres e cobra políticas públicas

Foto: Divulgação

Da Redação

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), chamou atenção para os desafios enfrentados pelas mulheres brasileiras diante da atual situação financeira do país, destacando que elas se sentem mais inseguras, desanimadas e impactadas emocionalmente pelas dificuldades econômicas.

O posicionamento ocorre após a divulgação de uma pesquisa do Datafolha, que revela que 4 em cada 10 brasileiros avaliam seu humor em relação às finanças como ruim ou péssimo — índice ainda mais elevado entre as mulheres, chegando a 44%, contra 36% entre os homens. O levantamento ouviu 2.002 pessoas em 117 municípios brasileiros, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Para Ireuda, os dados refletem uma desigualdade estrutural que atinge principalmente o público feminino. “As mulheres seguem ganhando menos, enfrentando mais dificuldades de inserção no mercado de trabalho e, muitas vezes, assumindo sozinhas a responsabilidade pelo sustento da família. Isso gera um impacto direto na saúde mental e na qualidade de vida”, afirmou.

A pesquisa aponta ainda que as mulheres estão mais presentes nas faixas de renda mais baixa e têm maior índice de endividamento e inadimplência. Outro dado relevante é que elas percebem com maior intensidade os efeitos negativos das finanças pessoais sobre a saúde, o desempenho no trabalho e os estudos.

Quase metade dos brasileiros classifica a situação financeira pessoal e familiar como regular, enquanto apenas 4 em cada 10 consideram suas condições boas ou ótimas. Apesar disso, a maioria dos entrevistados demonstra algum nível de otimismo em relação ao futuro.

A vereadora defende que é necessário avançar em políticas públicas que promovam igualdade de oportunidades. “Precisamos enfrentar a desigualdade salarial, ampliar o acesso ao emprego e fortalecer iniciativas que apoiem as mulheres, especialmente aquelas que são chefes de família. Só assim vamos mudar essa realidade”, concluiu.

27 de abril de 2026, 22:00

Compartilhe: